 |
 |
| |
| |
" A digitalização dos artigos e materiais, essa revolução " conhecida como e-world, permite a igualdade de " oportunidades para pesquisadores de todo mundo " |
|
| |
Herman van Campenhout , CEO de Ciência e Tecnologia da Editoria Elsevier |
|
| |
|
|
Formado em Direito, especializado em Negócios e há 25 anos ocupando cargos executivos importantes em diversos países do mundo – inclusive na América Latina, onde residiu - Herman van Campenhout, CEO de Ciência e Tecnologia da Editoria Elsevier, esteve na Argentina para participar da cerimônia de entrega dos Prêmios Scopus, que pela primeira vez foi realizada em Buenos Aires. A Elsevier News apresenta, aqui, uma breve entrevista em que Campenhout fala sobre os 125 anos de história da Elsevier, sua liderança atual na área editorial e sua visão sobre o mercado atual na América Latina. |
|
|
 |
|
|
| |
|
|
| |
Como o senhor avalia o mercado latino-americano na área de Ciência e Tecnologia para a Elsevier?
É um mercado muito importante porque os investimentos em pesquisa ainda estão abaixo da média mundial, tanto nas universidades quanto em instituições tecnológicas. Nossa percepção, aliada às nossas pesquisas, indica que há um grande potencial para a Elsevier na América Latina.
|
| |
O senhor considera que os governos latino-americanos já perceberam esta oportunidade ou ainda não estão preparados para isso?
Acredito que os governos estão começando a perceber o valor que o investimento em pesquisa e desenvolvimento tem para o crescimento dos países. A boa notícia é que a América Latina conta com recursos humanos excelentes. A pesquisa básica é de altíssima qualidade. A Argentina tem ganhadores do Prêmio Nobel, por exemplo. É uma decisão política e pode ser tomada. |
| |
Por que a produção científica é especialmente importante para os países em desenvolvimento?
A pesquisa básica leva à pesquisa aplicada que é traduzida em produtos e serviços que podem ser usados e também exportados. Este círculo é a base do desenvolvimento de qualquer país. Soa simples porque é simples. É uma verdade. A ciência é uma decisão de longo prazo. No Brasil, por exemplo, em que o investimento em P&D representa 1% do PIB – um bom percentual, para começar - a produção científica está crescendo aceleradamente. |
| |
Qual a missão e visão da Elsevier e como elas se aplicam na América Latina?
Ajudar os pesquisadores e contribuir para o progresso e aplicação da ciência, fornecendo informações e ferramentas que permitam a melhoria na pesquisa. É o que estamos fazendo na América Latina e, nos últimos três anos, com uma ênfase maior, porque acreditamos em seu enorme potencial de crescimento. Nesse sentido, temos inaugurado escritórios regionais e aumentado a equipe que atende à região. Nossos produtos e serviços são importantes para a América Latina porque a digitalização dos artigos e materiais, essa revolução conhecida como e-world, permite a igualdade de oportunidades para pesquisadores de todo mundo. Boa parte da América Latina já está conectada, acessando as produções mais recentes na mesma hora que um outro pesquisador o faz em outra parte do mundo. |
| |
Qual foi o impacto dessa revolução no negócio editorial?
Nos últimos nove anos tudo mudou. Nesse período houve mais transformações do que nos dois séculos anteriores. Os aspectos fundamentais dessa mudança foram os mecanismos de distribuição e de acessibilidade às informações. Você pode ter acesso a tudo em qualquer parte do mundo, mesmo vivendo num país com PIB muito baixo. Numa iniciativa com as Nações Unidas, por exemplo, a Elsevier está oferecendo, aos países mais pobres acesso gratuito a sua base de dados nas áreas de Agricultura, Saúde e Meio Ambiente. Assim, um pesquisador de um desses países conta com uma ferramenta para conhecer o que está acontecendo em outras partes do mundo, e para mostrar também a sua produção. Diante dessas mudanças, o papel da Elsevier é olhar para o futuro e atuar profissionalmente, garantindo ao mundo que aquilo que publicamos é uma informação de alta qualidade.
|
| |
Os autores latino-americanos estão melhorando o seu desempenho no que se refere a publicações nos últimos tempos?
Estão sim, se compararmos a quantidade de artigos publicados entre 2002 e 2006, o Brasil teve um crescimento de 14%, o México de 12% e a Argentina de 6%. Esse fenômeno ainda não é tão visível em termos de percentual de participação nas publicações científicas mundiais, mas já é um bom começo. Recursos, atenção e reconhecimento são os três elementos-chave para consolidar essa tendência. É por isso que a Elsevier lançou, entre outras iniciativas, o Prêmio Scopus na região. Para reconhecer essas pessoas que dedicam boa parte de suas vidas à pesquisa. |
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
|
 |
 |
|
|