Angel Plastino acaba de ser agraciado com o Prêmio Scopus Argentina 2007 - é o físico do país mais citado por pesquisadores em todo mundo nos últimos dez anos.

O Prêmio é o terceiro de uma longa e bem-sucedida carreira, que começou na década de 50, na Universidade Nacional de La Plata (UNLP), onde licenciou-se em 1961 e obteve o título de Doutor em Física dois anos depois. Foi presidente da instituição entre 1986 e 1992 - “dedicar alguns anos à política me deu uma perspectiva sobre a vida que muitos amigos cientistas não têm” - e é lá, também, que leciona desde 67, com passagens pelas facultades de Engenharia e Ciências Exatas. Hoje, é professor titular de pós-modernidade da Faculdade de Ciências Econômicas, pesquisador superior do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET), e diretor do Instituto de Física de La Plata.

 
     
 

Plastino viveu nos Estados Unidos realizando estudos de pós-doutorado, deu aulas em três universidades alemãs do final da década de 60 até o início da década de 80, e na Universidade das Ilhas Baleares de 1991 até o ano passado. “Tive a sorte de viver vários anos fora, o que acho imprescindível para qualquer pesquisador”. Aos 67 anos, tem mais de 400 artigos publicados, orientou 27 teses de doutorado, é professor honorário da Universidade de Buenos Aires, membro das Academias de Ciências do Brasil e do México, Doutor Honoris Causa da Universidade de Pretoria (África do Sul), professor emérito da UNPL e editor associado da revista científica Physica A, da Editora Elsevier.

Além do Scopus, tem no currículo os prêmios “Teófilo Isnardi”, da Academia Nacional de Ciências Exatas de Buenos Aires (1982) e o “Konex de Platina”, da Fundação Konex, pela melhor produção em Física Nuclear de 83 a 93. “Os prêmios são enormemente gratificantes e me permitem justificar, perante minha familia, o tempo excessivo que dedico ao trabalho”, diz.

 
     
 

Segundo Plastino, o prazer pelo estudo, que move essa dedicação, sempre existiu. O pesquisador conta que sempre aprendeu com facilidade e que os tempos escolares foram bastante entediantes. “Nunca estudei demais, principalmente porque lia muito. Por isso, já conhecia de antemão os temas ensinados pelos professores”. Já o gosto pela física surgiu tardiamente, graças ao interesse específico pela ficção científica - um sinal do que sempre valorizou em sua vida profissional: a imaginação. “É a ferramenta mais poderosa que os cientistas podem ter”, afirmou, no discurso proferido na cerimônia de premiação do Scopus. "O que considero mais importante para alimentar essa mola propulsora? Ler muito, sobre muitos assuntos, e acessar permanentemente bases de dados como o Scopus”. Para Plastino, no século XXI, o trabalho de pesquisa não existe sem esse recurso.

O tema da complexidade, “por ser o caminho para entender os fenômenos vitais e sociais” é o que mais lhe interessa atualmente. E “investigar o problema da auto-organização como gerenciamento da informação” é um de seus projetos futuros. Suas poucas horas livres são embaladas por música clássica, jazz e tango, outro alimento para a imaginação. “É meu passatempo predileto”, completa Plastino, cujo único filho é físico como ele. A semente foi plantada...

 
"O que considero mais importante "para alimentar essa mola propulsora?
"Ler muito, sobre muitos assuntos, e "acessar permanentemente bases de "dados como o Scopus"
 
Dante Cid - Diretor Regional de Vendas & Marketing da Elsevier-, Orlando Hugo Levato - Diretor do Complexo Astronômico El Leoncito - , Angel Plastino e Herman van Campenhout - CEO de Ciência e Tecnologia da Elsevier - no Prêmio Scopus Argentina.
 
 

 

 
 

|voltar|