Pela terceira vez, Adolfo Rodríguez está à frente das bibliotecas da maior e mais importante universidade mexicana.
 
Adolfo Rodríguez nasceu em Piedras Negras Coahuila, no México, em 1942. É mestre em História pelo Colégio do México, mestre em Biblioteconomia pela Universidade do Texas e Doutor em Pedagogia pela Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). Ocupou vários cargos acadêmicos e administrativos, é autor de mais de dez livros e cerca de 70 artigos, publicados em revistas nacionais e internacionais.
 
 
Rodríguez participa do Colégio Nacional dos Bibliotecários e da Associação Mexicana de Bibliotecários. Também integra a Federação Internacional das Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA). É orientador dos cursos de Mestrado e Doutorado em Biblioteconomia e Estudos da Informação, pesquisador titular do Centro Universitário de Pesquisas em Biblioteconomia, pesquisador nacional do Sistema Nacional de Pesquisadores e membro da Academia Mexicana de Ciências. Seus temas de interesse são : educação e pesquisa em biblioteconomia, planejamento e administração bibliotecária , o impacto da leitura na vida política , econômica e cultural da sociedade e a exclusão digital, também conhecida como brecha digital.
 

A equipe da Elsevier News teve o prazer de entrevistá-lo e apresenta aos leitores a breve conversa:

 
Recentemente, o senhor foi designado, pela terceira vez, para o cargo de Diretor Geral de Bibliotecas da UNAM. O que representa para sua carreira e quais são os principias desafios desta função?
A.R.: Este posto é um desafio para qualquer bibliotecário, já que se trata de um sistema presente em todo o país. A UNAM conta com 140 bibliotecas em escolas, institutos, centros de pesquisa, laboratórios e, inclusive, em dois barcos oceanográficos. Falamos, pois, de um dos maiores sistemas bibliotecários do planeta.

Qual é a realidade da maioria das bibliotecas na América Latina e Caribe?
A.R.: Não existe uma realidade comum a todas as bibliotecas da América Latina. Há países como o Brasil e o México que têm bibliotecas universitárias muito bem desenvolvidas e, ao mesmo tempo, um sistema de bibliotecas públicas muito fraco. Noutros países, as bibliotecas públicas são melhores. Em todo o caso, creio que o movimento bibliotecário latino-americano está muito ativo e vigoroso.

Que mudanças o senhor acredita que acontecerão nos próximos anos, nas bibliotecas?
A.R.: O que me parece é que a biblioteca como tal continuará prestando os serviços a que estamos acostumados, assim como realizando a maior parte de suas atividades atuais. A mudança mais importante está na possibilidade do uso de recursos documentais de forma remota, assim como a sua utilização de forma mais precisa e rápida.

Como surgiu o gosto pela Biblioteconomia?
A.R.: Faço uso de bibliotecas desde os seis anos. E meus estudos na área começaram quando a UNAM ofereceu bolsas para o estudo da Biblioteconomia na Universidade do Texas, em 1966.

Entre seus projetos futuros, há algum que poderia destacar?

A.R.: Gostaria de poder criar um consórcio para atender as bibliotecas universitárias, como a CAPES fez no Brasil.
 
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