Recentemente, o senhor foi designado, pela terceira vez, para o cargo de Diretor Geral de Bibliotecas da UNAM. O que representa para sua carreira e quais são os principias desafios desta função?
A.R.: Este posto é um desafio para qualquer bibliotecário, já que se trata de um sistema presente em todo o país. A UNAM conta com 140 bibliotecas em escolas, institutos, centros de pesquisa, laboratórios e, inclusive, em dois barcos oceanográficos. Falamos, pois, de um dos maiores sistemas bibliotecários do planeta.
Qual é a realidade da maioria das bibliotecas na América Latina e Caribe?
A.R.: Não existe uma realidade comum a todas as bibliotecas da América Latina. Há países como o Brasil e o México que têm bibliotecas universitárias muito bem desenvolvidas e, ao mesmo tempo, um sistema de bibliotecas públicas muito fraco. Noutros países, as bibliotecas públicas são melhores. Em todo o caso, creio que o movimento bibliotecário latino-americano está muito ativo e vigoroso.
Que mudanças o senhor acredita que acontecerão nos próximos anos, nas bibliotecas?
A.R.: O que me parece é que a biblioteca como tal continuará prestando os serviços a que estamos acostumados, assim como realizando a maior parte de suas atividades atuais. A mudança mais importante está na possibilidade do uso de recursos documentais de forma remota, assim como a sua utilização de forma mais precisa e rápida.
Como surgiu o gosto pela Biblioteconomia?
A.R.: Faço uso de bibliotecas desde os seis anos. E meus estudos na área começaram quando a UNAM ofereceu bolsas para o estudo da Biblioteconomia na Universidade do Texas, em 1966.
Entre seus projetos futuros, há algum que poderia destacar?
A.R.: Gostaria de poder criar um consórcio para atender as bibliotecas universitárias, como a CAPES fez no Brasil. |