Numa época em que fazer várias coisas ao mesmo tempo é cada vez mais comum, muitos motoristas levam este comportamento também para o volante. A questão é: até que ponto isto é seguro?

Um estudo publicado na última Brain Research, da Elsevier, usou imagens de ressonância magnética para investigar o impacto do mecanismo de compreensão da linguagem falada, quando em atividade no cérebro, associado a uma simulação do ato de dirigir. Apesar de dirigir e ouvir serem ações relacionadas a diferentes redes corticais - dirigir é atividade motora e ouvir, cognitiva – os autores demonstraram que uma pode impactar a outra.
 
 
Os participantes da pesquisa foram monitorados através de chips enquanto dirigiam por uma estrada virtual. Além de dirigirem, também ouviam frases de conhecimento geral e verificavam se eram verdadeiras ou falsas, usando botões para responder em sua outra mão. Os cientistas observaram o tempo de reação e a precisão das respostas e avaliaram a performance no simulador de direção.

As descobertas indicaram que o processo da escuta diminuiu a atividade cerebral associada ao ato de dirigir, o que leva a concluir que se o simples fato de ouvir altera o estado de atenção na condução de um veículo, outras ações comuns realizadas ao volante também podem afetar a boa performance do motorista. Ouvir ou trocar a estação do rádio, comer ou beber, até vigiar crianças ou animais, tudo é fator de distração e possível causa de problemas tanto para quem dirige como para os motoristas dos outros carros.

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